Em 4 de agosto de 1944, a polícia da Amsterdã ocupada pelos nazistas invadiu a casa de Anne Frank, prendendo-a junto com outros sete que estavam escondidos em um anexo secreto da casa por dois anos. A maior parte de sua história incrível e trágica antes deste dia é bem conhecida graças às suas anotações em seu famoso diário. No entanto, ao longo dos últimos 70 anos, ninguém descobriu quem avisou a polícia, revelando que Frank e seus companheiros se esconderam em uma sala atrás da estante de livros da casa.

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Um agente aposentado do FBI e uma equipe de 20 pesquisadores agora estão esperando empregar a ajuda da inteligência artificial (IA) e dados importantes para resolver esse mistério persistente.

“Este é o caso ainda não resolvido”, disse Vincent Pankoke, o ex-investigador do FBI e líder do projeto, à Reuters.

“Nós vamos carregar todos os dados que podemos encontrar a partir daquele período”, disse ele. “Há tanta informação que está lá fora, mas que nunca foi vista”.

Há mais de 30 pessoas que os historiadores já suspeitam que poderiam ter sido o informante. Entre algumas das teorias mais interessantes incluem a Sra. Ans van Dijk, uma mulher judaica que se tornou uma agente da Gestapo depois de ter sido ameaçada de deportação. Há também Joseph Jansen, um homem que denunciou o pai de Frank, Otto, em 1941 depois de suspeitar de ter um caso com sua esposa.

O quarto onde a adolescente morou por quase dois anos, durante a Segunda Guerra Mundial e a escrivaninha que usava para escrever em seu diário.

A equipe formada para finalmente resolver este caso conta com policiais, historiadores, criminologistas e dois cientistas de dados da grande empresa Xomnia, que ajudará a desenvolver a AI. Eles esperam compilar uma extensa coleção de informações e usar algoritmos para revelar padrões, tendências e associações dentro das grandes quantidades de dados.

A equipe também está buscando financiamento “para permanecer independente e imparcial” e afirma que apresentará suas descobertas em 4 de agosto de 2019.

“A Xomnia está criando um sistema de armazenamento e recuperação de informações que permite aos pesquisadores gravar qualquer informação que encontrem nos arquivos históricos. Nosso software permite pesquisar os dados e visualizar novas formas”, disse Marius Helf, cientista de dados em Xomnia.

“Isso já levou a alguns novos traços. No futuro, planejamos tornar o sistema mais inteligente, no sentido de poder conectar automaticamente pessoas, eventos e lugares”.

“Esperamos que assim possamos encontrar pistas importantes para entender o que realmente aconteceu nas semanas que precederam a prisão da família de Anne Frank em 4 de agosto de 1944 e eventualmente sermos capazes de identificar o traidor com alta confiança”.

Fonte: [Reuters]

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